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O desafio de harmonizar normas americanas (ASHRAE) e europeias (ISO/EN) na avaliação de filtros e sistemas de filtração

  • Foto do escritor: Pituã Brasil Business
    Pituã Brasil Business
  • 21 de jul.
  • 4 min de leitura

A harmonização internacional das normas técnicas é fundamental para garantir segurança, desempenho confiável e conformidade regulatória em indústrias críticas, como saúde, farmacêutica, microeletrônica e alimentícia. O desafio de harmonizar normas americanas (ASHRAE) e europeias (ISO/EN) na avaliação de filtros de ar impacta diretamente ensaios de filtros, procedimentos laboratoriais, validação de desempenho e controle em salas limpas. As diferenças entre metodologias, critérios de teste, parâmetros críticos e terminologias afetam laboratórios, fabricantes de filtros, pesquisadores e equipes de QA que buscam resultados repetíveis e comparáveis em escala global.


Conceitos Fundamentais


O desempenho dos filtros de ar é avaliado por fatores intrínsecos como física da filtragem , mecanismos de captura de partículas e propriedades dos meios filtrantes. Os principais mecanismos de captura são impacto inercial , interceptação , difusão browniana , forças eletrostáticas e forças gravitacionais . A eficiência fracionária quantifica a capacidade do filtro de remover partículas em diferentes faixas de tamanho, destacando a most penetrating particle size (MPPS), tipicamente entre 0,1 e 0,3 µm.


A distribuição granulométrica dos aerossóis de teste influencia a seletividade dos métodos. A pressão diferencial ou perda de carga indica a resistência do filtro ao fluxo de ar, sendo um parâmetro crítico para avaliar o consumo energético e a vida útil do meio filtrante.


No contexto internacional:


  • ASHRAE 52.2: Norma americana que foca na eficiência mínima média (MERV) para partículas em três intervalos (0,3 a 10 µm), utilizando partículas carregadas e descarga eletrostática opcional.

  • ISO 16890: Norma global que substitui EN 779, classifica filtros por eficiência para PM1, PM2,5 e PM10, baseada em espectro mais realista das partículas atmosféricas.

  • EN 1822 / ISO 29463: Direcionadas para filtros HEPA e ULPA , enfatizam testes MPPS, avaliação local e integral, além da determinação da integridade do filtro.

  • ISO 14644: Define requisitos para salas limpas, estabelecendo procedimentos de contagem de partículas suspensas.



Métodos e Técnicas de Medição


Os métodos de teste de filtros foram desenhados a partir dos fenômenos físicos envolvidos na interação entre partículas e meios filtrantes, e cada norma adota estratégias específicas:


Norma

Tipo de Filtro

Tipo de Aerossol

Medição Eficiência

Faixa Granulométrica

Metodologia de Amostragem

ASHRAE 52.2

Finos/comerciais

Partículas ambientai (carregadas e descarregadas)

Contagem e massa

0,3-1; 1-3; 3-10 µm

Duas etapas, antes e após filtro

ISO 16890

Finos/comerciais

DEHS ou KCl, descarga/sem descarga

Contagem

0,3-10 µm (PM10, PM2,5, PM1)

Vários pontos, pré e pós descarga

EN 1822/ISO 29463

HEPA/ULPA

DEHS ou PSL

Contagem fracionada e inspeção local

MPPS (~0,1-0,3 µm)

Varredura, spot test, integral


A repetibilidade e reprodutibilidade dos métodos estão fortemente vinculadas ao controle do aerossol de teste , à precisão dos sistemas de medição e à rastreabilidade metrológica dos instrumentos utilizados. Incerteza de medição é estimada com base na variabilidade dos sistemas de amostragem, calibre dos equipamentos e ambiente laboratorial. A validação dos ensaios exige documentação rigorosa dos parâmetros operacionais.



Equipamentos Utilizados no Setor


Diversos equipamentos especializados são empregados para garantir precisão e conformidade nos testes de filtros :


  • Espectrômetros de aerossol: Permitem análise fracionária da eficiência do filtro em múltiplas faixas granulométricas.

  • Contadores de partículas: Fornecem dados sobre eficiência integral, atuação principalmente em ambientes de salas limpas (ISO 14644).

  • Geradores de aerossol: Produzem aerossóis de teste controlados (DEHS, PSL, KCl), fundamentais para repetibilidade dos ensaios.

  • Fotômetros: Utilizados principalmente para inspeção de integridade em filtros HEPA/ULPA, pela detecção de vazamentos localizados.

  • Bancadas de ensaio e sistemas automatizados: Permitem controle rigoroso dos fluxos de ar, manutenção da pressão diferencial e amostragem simultânea de upstream e downstream.

  • Analisadores granulométricos: Caracterizam a distribuição de tamanho das partículas do aerossol de teste e do ar ambiente.

  • Equipamentos para meios filtrantes: Avaliam propriedades intrínsecas como porosidade, resistência mecânica e comportamento sob diversos regimes de fluxo e carga contaminante.


A escolha do equipamento impacta diretamente a conformidade com a norma de referência, sensibilidade da análise e rastreabilidade dos resultados.



Aplicações Industriais


A padronização de testes de filtros está intrinsecamente ligada a setores críticos:


  • Salas limpas: Exigem validação rigorosa de filtros e monitoramento contínuo da contagem de partículas ( ISO 14644 ).

  • Indústria farmacêutica e hospitalar: Dependem de filtros HEPA e ULPA com comprovação de eficiência MPPS (EN 1822, ISO 29463).

  • Climatização comercial/industrial: Requerem desempenho conforme ASHRAE 52.2 ou ISO 16890, impactando diretamente a saúde ocupacional.

  • Laboratórios de ensaio e P&D: Aplicam metodologias baseadas em espectrômetros de aerossol, análise granulométrica e sistemas de medição rastreáveis.


As diferenças normativas podem criar obstáculos para certificação internacional, dificultando a comparação de resultados e a implementação de boas práticas globais.



Boas Práticas e Parâmetros Críticos


Para garantir acurácia e comparabilidade internacional nos ensaios, destacam-se:


  • Controle rigoroso da temperatura , umidade e velocidade do ar durante ensaios.

  • Utilização de aerossóis padrão e calibração rastreável dos geradores e dispositivos de detecção.

  • Validação periódica dos sistemas de medição , incluindo espectrômetros, contadores e fotômetros.

  • Documentação completa das condições de teste, parâmetros críticos e fontes de incerteza.

  • Análise criteriosa da eficiência fracionária e avaliação da perda de carga ao longo do tempo de operação.

  • Comparação objetiva dos resultados conforme diferentes normas (ASHRAE, ISO/EN), expondo limitações e pontos de conversão.



Conclusão


O desafio de harmonizar normas americanas (ASHRAE) e europeias (ISO/EN) evidencia a complexidade técnica envolvida na avaliação de filtros de ar e dispositivos de filtração para uso industrial e em salas limpas. A convergência de critérios metodológicos, parâmetros de ensaio, formas de análise e rastreabilidade metrológica permanece como fator crítico para garantir resultados confiáveis, intercomparáveis e globalmente aceitos. O desenvolvimento de ensaios adaptados, com fundamentação científica robusta, é indispensável para apoiar fabricantes, laboratórios, P&D, validação e compliance em múltiplos mercados.


Para informações detalhadas sobre equipamentos de medição , sistemas para ensaios de filtros e soluções técnicas personalizadas , entre em contato e tenha suporte especializado na seleção, implementação e validação de métodos conforme as normas ASHRAE, ISO e EN.

 
 
 

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